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Os descaminhos do mundo evangélico

launching-sunset-landscape-1440x2560Não há mesmo um fim para a criatividade religiosa em nossa ilha de Vera Cruz. Sim, porque seria um despropósito chamar este território tupiniquim de terra de Santa Cruz – parece até que os nossos colonizadores experimentaram um bafejo profético-celestial – porque por estas plagas tropicais a sacralidade da cruz está fora de moda. O que manda mesmo aqui é a criatividade neopentecostal.

Para uma sociedade cuja espiritualidade desenvolveu-se em torno de ocas e senzalas, acostumada ao linguajar místico alimentado por superstições, onde até os personagens folclóricos idealizados por Monteiro Lobato são divinizados – saci pererê; curupira; cuca – o que mais poderíamos esperar, senão esta mistura de crenças e cultos estranhos? Definitivamente não estava na previsão de ninguém que algumas cabeças espertas e corações doentes decidissem criar rituais e artefatos culturalmente coerentes, mas distantes do que poderíamos chamar de Cristianismo bíblico ou histórico.

Meu Deus, que confusão! Toque na veste; toque no altar; toque no homem de Deus; toalha ungida; medalhinha abençoada; sal grosso; sangue do cordeiro; porta da vitória; óleo sagrado; reteté; repleplé; sapatinho de fogo… e por aí vai, a criatividade é assombrosa e os resultados contabilizados. Desculpem-me os meus leitores, esse cenário só me revela prejuízos.

Pior que tudo isto, é que parece não haver escândalo que aplaque a sede histérica da multidão pelo culto à personalidade e o consumo de serviços e produtos religiosos… Outra incômoda sensação é a de que essa gente anda blindada, mas felizmente, é só uma sensação. É incrível como acusações do gênero: formação de quadrilha; evasão de divisas; prisão; e outros descaminhos e agravos legais, parecem não ser poderosos o suficiente para causar um despertamento popular pela busca sincera de Cristo e seu poder redentor. Mas, enquanto as escamas não caem dos olhos, continuamos a pregar Cristo e este crucificado.

Pr. Weber

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