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Livrai-nos do mal!

Por Walter McAlister

É claro e evidente que há mal dentro de nós contra o qual Deus precisa nos proteger. Mas há males que nos cercam, também. Presumir que Deus sempre nos protegerá seria negar a neces¬sidade da oração que Jesus nos ensinou.

“Livra-nos do mal.” Certamente há males que nem preciso descre¬ver. Todos estão mais do que cientes dos perigos que cercam a nossa vida e a nossa família. Podemos pedir proteção? Claro. Afinal:

Aquele que habita no abrigo do Altíssimo e descansa à sombra do Todo-poderoso pode dizer ao Senhor: “Tu és o meu refúgio e a minha fortaleza, o meu Deus, em quem confio”. Ele o livrará do laço do caçador e do veneno mortal. Ele o cobrirá com as suas penas, e sob as suas asas você encontrará refúgio; a fidelidade dele será o seu escudo protetor. Você não temerá o pavor da noite, nem a flecha que voa de dia, nem a peste que se move sorrateira nas trevas, nem a praga que devasta ao meio-dia. Mil poderão cair ao seu lado, dez mil à sua direita, mas nada o atingirá. (Salmos 91.1-7)

É certo que a chuva cai sobre justos e injustos (Mt 5.45). É certo que nesta vida teremos muitas aflições (Jo 16.33). É certo que por causa do Senhor somos entregues à morte todos os dias (Rm 8.36). Mas o fato permanece: Jesus nos ensinou a pedir proteção. Segue que o bom Pai celestial ouvirá as nossas orações e nos preservará. Mesmo que percamos a nossa vida, sabemos que a eternidade está segura em Deus. Aqui é bom lembrar que mais importa a eternidade, pois é isso que está em jogo.

Eu lhes digo, meus amigos: Não tenham medo dos que matam o corpo e depois nada mais podem fazer. Mas eu lhes mostrarei a quem vocês devem temer: temam aquele que depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno. Sim, eu lhes digo, esse vocês devem temer. Não se vendem cinco pardais por duas moedinhas? Contudo, nenhum deles é esquecido por Deus. Até os cabelos da cabeça de vocês estão todos contados. Não tenham medo; vocês valem mais do que muitos pardais! (Lucas 12.4-7)

É na certeza do amor do Pai, nosso Pai, que podemos recorrer a Ele. Nossa oração não é para deixar este mundo. Isso acontecerá no tempo certo. Mas oramos para que Ele nos preserve, assim como Jesus orou por nós.

Eu revelei teu nome àqueles que do mundo me deste. Eles eram teus; tu os deste a mim, e eles têm obedecido à tua palavra. Agora eles sabem que tudo o que me deste vem de ti. Pois eu lhes transmiti as palavras que me deste, e eles as aceitaram. Eles reconheceram de fato que vim de ti e creram que me enviaste. Eu rogo por eles. Não estou rogando pelo mundo, mas por aqueles que me deste, pois são teus. Tudo o que tenho é teu, e tudo o que tens é meu. E eu tenho sido glorificado por meio deles. Não ficarei mais no mundo, mas eles ainda estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, protege-os em teu nome, o nome que me deste, para que sejam um. Enquanto estava com eles, eu os protegi e os guardei no nome que me deste. Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura. Agora vou para ti, mas digo estas coisas enquanto ainda estou no mundo, para que eles tenham a plenitude da minha alegria. (João 17.6-15)

Continuamos a pedir o mesmo. Senhor, livra-nos do mal.

Trecho do livro “O Pai Nosso”, de Walter McAlister. O presidente da Anno Domini e bispo-primaz da Aliança das Igrejas Cristãs Nova Vida faz uma análise profunda do modelo de oração de Jesus Cristo. Saiba mais

 

 

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