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O que é louvor?

Worshippers raise their hands in praise during music by Fusebox at Youth 2007 in Greensboro, N.C. A UMNS photo by Mike DuBose. Photo number 07XXXX. Accompanies UMNS story #XXX. 7/XX/07.

Frequentemente me espanto com a controvérsia nos círculos evangélicos referentes ao louvor. Então aqui está minha definição ou descrição do que é louvor:

[symple_box color=”gray” fade_in=”false” float=”center” text_align=”center” width=””] O louvor começa com um pensamento profundo e bíblico em relação a Deus, verdades robustas e expansivas a respeito de quem Ele é e a sua grandeza e glória, pensamentos que em seguida despertam afeições apaixonadas por Deus tais como alegria e prazer e deleite e gratidão e admiração e amor e temor e zelo e uma profunda satisfação em tudo que Deus é para nós em Jesus. Isso, em seguida, se expressa em tudo na vida, seja cantando ou falando ou atuando ou as decisões que tomamos ou a maneira pela qual vivemos nossa vida e geral.
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Ou, novamente,

[symple_box color=”gray” fade_in=”true” float=”center” text_align=”center” width=””] O louvor acontece quando a mente é agarrada pela revelação das grandes verdades a respeito de Deus e o coração e o afeto são incendiados com júbilo e satisfação e gratidão e prazer e admiração e a boca irrompe em canções de adoração e proclamações sobre a incomparável grandeza de Deus
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Vemos, então, que o louvor começa com pensamentos intensamente profundos e inspiradores e exaltados acerca de quem Deus é. O louvor começa na mente. Ele começa com verdades bíblicas precisas acerca de Deus. Qualquer coisa que tenta se passar por louvor mas que não se baseia na revelação bíblica daquilo que Deus realmente é acaba sendo nada mais que idolatria.

Mas o louvor que verdadeiramente honra a Deus nunca deve terminar com as grandes ideias que enchem nossas mentes referentes a quem Ele é. Essas ideias têm que, por sua vez, atiçar o fogo das nossas almas com afeições de coração por Deus. A boa teologia tem que comover nossos sentimentos e incendiar nossas paixões e intensificar nossa experiência de amor e gozo e encanto impressionado e quebrantamento pelo pecado e anseio por Deus e gratidão pelo que Ele fez e esperança naquilo que Ele nos prometeu. A verdade é planejada par nos tirar o fôlego.

Essas verdades que enchem nossas mentes e então inflamam nossas afeições frequentemente são, então, expressadas fisicamente e externamente numa variedade de maneiras: cantando, clamando em alta voz, ajoelhando, se curvando, prostrando-se no chão, levantando as mãos, chorando, dançando e tremendo. Ou talvez seja expressado na nossa prática da Ceia do Senhor ou no batismo nas águas ou em orações públicas ou na doação do nosso dinheiro ou na leitura das Escrituras ou servindo àqueles em necessidade ou fazendo doações financeiras generosas a estes.

Isso é louvor.

Sejamos claros quanto a uma coisa. Falar de louvor ou “sacrifício” (Hb 13.15) ou falar de “fazer” qualquer coisa para a glória de Deus sempre soará como um fardo pesado, uma obrigação opressiva, até como lei, se o seu coração não for antes cativado e tomado pela beleza e majestade da sua glória. Se eu disser a você, “viva para a glória de Deus”, a sua resposta instintiva poderá ser dizer: “Urgh. Isso não parece ser divertido. Eu nem sei o que é a glória de Deus. Parece que o Sam enfiou mais um tijolo na sua mochila moral de peso que tenho que carregar para cima e para baixo. Eu cansei disso.”

Mas seu eu disser, primeiro, “Deixe-me expor para você a majestade da glória de Deus; deixe-me pintar um retrato da beleza e esplendor de Deus e orar com você e por você para que o Espírito lhe dê olhos para vê-lo e um coração para prezar e gozar nEle”, aí então o chamado para viver para essa glória talvez lhe soe de maneira totalmente diferente.

O fato é que até que você seja surpreendido e tomado pela graça de Deus e tenha seu fôlego tirado de você pelo seu poder e conquistado pela sua beleza e estarrecido com o seu conhecimento e fascinado pela sua auto-suficiência e esteja estupefato pela seu amor por pecadores partidos e merecedores do inferno como você e eu, você nunca responderá ao chamado para oferecer sacrifício a Ele como nada além de uma obrigação religiosa a ser cumprida ou um dever moral a ser praticado. Você tem que, primeiro, conhecer Deus e ver Deus e ser constrangido pela sua beleza antes de gozar e deleitar-se e louvar a Deus. Até que este tempo chegue, quando a sua mente for capturada pela soberania de Deus e a sua imaginação for eletrizada pela verdade de Deus, você ouvirá as palavras das Escrituras que lhe convidam ao louvor como opressivas e onerosas.

Como disse John Piper, certa vez: “Trabalho para Deus que não é sustentado pelo encanto por Deus fadiga para a carne.” É por isso que o meu alvo no ministério é de sempre apresentar perante os olhos dos homens e mulheres a grandeza de Deus da maneira que Ele é revelado em Jesus Cristo. Se você não enxerga e aprecia a sua grandeza, qualquer palavra sobre um “sacrifício de louvor” (Hb 13.15) soará como um vazio no seu coração.

Texto extraído do blog de Sam Storms, com a devida autorização do articulista. Storms é pastor, teólogo e autor de “Dons Espirituais: uma introdução bíblica, teológica e pastoral” e “Escolhidos: uma exposição da doutrina da eleição”, ambos lançados pela Editora Anno Domini em 2014. Confira o artigo original no link:http://www.samstorms.com/enjoying-god-blog/post/what-is-worship

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