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O professor e seu cônjuge | Por Gabriel Carvalho

Muito tem se falado ultimamente sobre a relação do professor com suas diversas áreas de relacionamento: o convívio com seus colegas de profissão, com a igreja ou instituição de ensino que leciona, e principalmente a relação com seus alunos. É interessante notar que pouco se fala da relação do mestre com seu cônjuge. É bem possível que uma cultura do divórcio (e sua consequente desidratação do conceito de casamento) tenha contribuído para essa constatação.

Em primeiro lugar, o professor precisa entender que seu primeiro aluno é seu cônjuge. É insano reduzir nossa experiência de ensino apenas à sala de aula. As esposas e maridos de gente envolvida no magistério são os primeiros a receber o aprendizado. Digo receber porque sempre há algum aprendizado, seja ele bom ou ruim, de qualidade ou precário. É urgente que atentemos para nossa primeira e mais importante sala de aula: o lar. É na intimidade que o caráter se desvela, e não há forma tão incisiva e relevante de ensinar quanto o convívio familiar.

Outro aspecto importante a ser considerado é a carga de trabalho. É notório no cotidiano do professor as horas de leitura, preparação de aula, correção de trabalhos e provas, e enquanto isso o cônjuge fica ali, de lado, zapeando canais na TV ou rolando o feed de sua rede social em busca de alguém que lhe dê atenção. Por mais que sejamos favoráveis ao compromisso pela excelência no trabalho do magistério, é imprescindível que haja organização na agenda do professor para dar atenção ao cônjuge. Há quanto tempo você não conversa ou ora com ele/ela? Há quanto tempo não saem para se divertir ou comer algo saboroso juntos? É hora de repensar prioridades, pois não há sucesso profissional o bastante que valha a decomposição de uma união conjugal estabelecida pelo casal diante de Deus.

Ainda, você precisa refletir sobre o fato de que provavelmente seu cônjuge admira sua vocação, mas isso não significa que ele/ela esteja satisfeito/a com as condições as quais você trabalha. Pense em um pouco mais nele/nela, seja prudente com seus gastos para que no momento propício consiga comprar algo que ele/ela deseja, ou fazer aquela viagem que planejam há tanto tempo. Alguns cônjuges sonham em ter filhos e seus companheiros professores nem sabem disso, por tão absortos em sua missão. Olhe mais para o lado, e isso te fará um melhor professor. Um pouco mais de atenção por vezes é o necessário para que a situação melhore.

O cônjuge é porto seguro, é coluna e fundamento, é raiz forte que sustenta o sucesso do professor. Precisamos aprender a valorizar mais, e louvar a Deus pela vida dessas pessoas que tanto acreditam em nós e nos incentivam. Pare um pouco sua rotina maluca de aulas, respire fundo e admire seu cônjuge, agradecendo a Deus pela bênção de estar com ele/ela. Até porque o magistério não é tarefa solitária, e isso começa pela própria casa do professor. O lar é o primeiro e grande ambiente de aprendizado. Que sua sala de aula seja o reflexo de seu lar. Deus abençoe a sua vida.

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