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Como eu posso despertar o interesse dos alunos? | Por Gabriel Carvalho

Dando sequência à nossa série de textos sobre o plano de aula, hoje falaremos sobre metodologia. Em outras palavras, como podemos despertar o interesse dos alunos na matéria a ser aplicada. A resposta a essa pergunta normalmente é dada com algo ligado à metodologia de ensino. Isso porque a forma como o material é apresentado é de importância e relevância para o planejamento do professor: da mesma forma que o mestre se prepara em relação ao conteúdo a ser ensinado, ele precisa também pensar de forma intensa a respeito da forma como aquele conteúdo será disponibilizado.

Nossa tarefa nesse texto não será esgotar as possibilidades da metodologia. Temos um objetivo menos megalomaníaco: queremos apenas compartilhar algo simples, que possa ser utilizado sem maiores problemas em seu contexto de sala de aula. Para isso, trabalharemos alguns diferentes métodos de aula – você provavelmente conhece a maioria ou todos, mas esperamos que seja de bom proveito para seu planejamento de aula.

Em primeiro lugar, precisamos falar da aula expositiva dialogada. Por trás desse nome bonito e com pompa, temos a mais antiga e clássica forma de lecionar: uma aula em que o professor expõe a matéria e os alunos ouvem e fazem intervenções esporádicas, trazendo diálogo a respeito de alguma dúvida existente. Não é pelo fato de ser um método antigo e muito utilizado que devemos abandoná-lo. Pelo contrário: creio que a aula expositiva dialogada deve continuar o alicerce dos métodos de ensino. Num planejamento de aulas, ela ainda deve ter espaço relevante no calendário, pois é um método provado e aprovado pelo tempo.

Em segundo lugar, possuímos o “zum-zum-zum”. Trata-se de um método de ensino em que há a divisão dos alunos em dois ou mais grupos que dialogam, em voz baixa, para discutir um tema ou responder uma pergunta. Após isso, é feita a apresentação dos resultados a todos os presentes por um representante de cada grupo. Esse método promove a interação e a participação dos alunos, sendo uma excelente opção para assuntos mais polêmicos e práticos.

Na sequência, temos o Estudo de Caso. Muito utilizada na Graduação em Direito, por exemplo, trata-se da apresentação de uma situação-problema relacionada ao tema estudado, para que os alunos apliquem o conteúdo já aprendido na resolução daquele problema. Pode ser feito individualmente ou em grupo. O grande benefício desse método é a promoção de aplicação prática do conteúdo teórico aprendido – uma das primeiros e grandes críticas dos alunos: a dissociação entre teoria e prática.

Num aspecto mais teatral (por sinal, excelente para fixação de conteúdo), temos a dramatização, a entrevista e o júri simulado. A dramatização é a encenação de uma situação ou ponto específico do tema a ser tratado, a fim de fixar o aprendizado, o que promove uma excelente fixação do conteúdo apresentado. A entrevista se dá quando o professor ou algum convidado pode ser “interrogado” por um aluno, combinando-se previamente as perguntas, para que vá desenrolando a matéria e conteúdos a serem abordados, o que torna a aula mais dinâmica. O júri simulado promove a consolidação da matéria aos alunos, além de desenvolver habilidades de argumentação e concatenação de ideias, tornando a experiência de conhecimento algo mais completo.

Como dito, minha proposta nesse artigo não tinha grandes pretensões, mas tão-somente abrir seus olhos (ou refrescar sua memória) de que temos outras opções de metodologias para variarmos um pouco nossa sequência de aulas, a fim de buscar sempre expandir a experiência de aprendizado de nossos alunos. Que tais métodos possam ser utilizados e distribuídos de forma equilibrada por seu calendário, e que tais iniciativas possam servir para que seus alunos aprendam de forma mais consistente e duradoura. Deus abençoe você nesse processo!

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