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5 razões para celebrar o Natal

Human sitting silhouette in back-lit in tunnel exit1.    A grande expectativa dos profetas pela chegada do Messias

De acordo com o apóstolo Pedro, as circunstâncias que cercaram o nascimento de Messias foram assunto da investigação e do exame assíduo dos profetas do Antigo Testamento, além da curiosidade dos próprios anjos (1 Pe 1.10-12)! Porém, quantos dentro da própria igreja tratam com absoluta indiferença e frieza todo o plano de Deus para enviar ao mundo o seu Filho? Quantos valorizam o preço que foi pago pela nossa salvação? E quantos reconhecem as incontáveis multidões de santos que sonhavam com aquilo que já nos foi revelado – e que tanto temos desprezado – o nascimento do Cristo?  O que para nós é um fato consumado foi ansiosamente aguardado por gerações e gerações do povo de Deus. Por esquecermos das promessas dos profetas concernentes à vinda do Messias – como as de Isaías concernentes a Emanuel (Is 7.14), ao Príncipe da Paz (9.6-7), ao rebento de Jessé (11.1-10) e ao Servo Sofredor (52.13 – 53.12) – temos uma noção empobrecida da necessidade da vinda do Filho de Deus ao mundo para cumprir os planos e propósitos do Senhor para a redenção do seu povo e da criação. Poucas coisas são mais importantes em nossa época do que um resgate do verdadeiro sentido da vinda e da obra de Cristo na terra, a começar pela recordação e celebração ao longo do período do Advento e Natal do plano que o Filho veio executar na sua Encarnação.

2.    O nascimento do Cristo no tempo e no espaço

No âmago da fé cristã está a confissão de que Deus se fez carne e habitou entre nós no tempo e no espaço (Jo 1.14; Lc 2.1-7). Num tempo em que a fé tem sido relegada ao âmbito das emoções e impressões meramente subjetivas, é indispensável recordarmos, celebrarmos e confessarmos que nosso Deus, o Senhor da História, adentrou a história para mudar a história. E nada melhor do que recordar o nascimento do Cristo no tempo e no espaço do que separando tempo e espaço na nossa agenda de fim de ano para celebrar este acontecimento. Quando a igreja ignora esse fato ou delega suas raízes históricas para os debates entre teólogos, cientistas e historiadores, ela abandona o único firme fundamento que pode sustentar a sua fé numa época de crescente subjetivismo, narcisismo, misticismo e relativismo. Se o Filho de Deus não veio em carne e não habitou entre nós, então somos os mais miseráveis dos homens. Porém, porque ele o fez, há motivo para crer e para permanecer firme na fé que professamos em Cristo. E há maior motivo para continuar pregando as boas novas do Evangelho a um mundo pecador.

3.    O anúncio e a celebração da Primeira Vinda

Desde o seu nascimento em Belém, a chegada do menino Jesus foi motivo de grande alegria, celebração e proclamação – desde os anjos nos céus aos pastores no campo (Lc 2.8-20). Dois mil anos depois, ainda existem incontáveis multidões que nunca ouviram falar de Jesus Cristo e do real significado da sua vinda à terra. Por isso, o Natal não serve apenas para exercitarmos a nossa fé mediante a lembrança do plano da promessa de Deus revelado aos profetas e da execução deste plano no tempo e no espaço mediante o nascimento de Jesus. O Natal também representa uma excelente oportunidade para compartilharmos estas boas novas de grande alegria – e com grande alegria! – assim como fizeram os primeiros mensageiros do Evangelho nos arredores de Belém.

4.    O anúncio e a expectativa pela Segunda Vinda

A igreja vive entre a Primeira e a Segunda Vinda de Cristo. Ela vive na confiança de que assim como Jesus veio ao mundo e retornou ao Pai, ele voltará à terra. Ela vive grata e confiante no Senhor pela obra que Cristo realizou em seu nascimento, sua morte e sua ressurreição para a nossa eterna redenção. Ela viva confiante e esperançosa pelo dia em que o Reino do Senhor voltará para consumar todas as coisas e inaugurar novos céus e nova terra. Ela precisa constantemente relembrar e celebrar as duas vindas de Cristo a fim de não se desviar na fé, no amor e na esperança em um mundo cada vez mais incrédulo, hostil e desesperançado. E a celebração do Natal nos proporciona exatamente isso: a oportunidade de agradecermos juntos novamente ao Senhor pela sua Primeira Vinda e de suplicarmos mais e mais pelo seu retorno em glória.

5.    Nós diminuímos, Cristo cresce

Até que Cristo volte, somos incumbidos de uma missão semelhante a de João Batista. Como ele foi o mensageiro da Primeira Vinda do Cristo, a igreja do Senhor é a mensageira agora da sua Segunda Vinda. Como João Batista, importa que nós diminuamos para que o Filho cresça (Jo 3.30). Para que isto aconteça, é necessário que muita coisa diminua em nossa vida neste fim de ano: o barulho, a correria, as multidões, os gastos exagerados, a comilança, a fanfarra… Como podemos cumprir a nossa missão de engrandecer o Filho de Deus neste Natal quando tantas outras coisas parecem grandes e maiores aos nossos olhos do que a eterna salvação que ele veio nos conceder pela sua vida, morte e ressurreição? E como transmitir isso a um mundo cada vez mais fixado nos seus prazeres e divertimentos de fim de ano quando os nossos olhos estão fitos nas mesmas coisas? É hora de diminuir tudo isso – e nós mesmos – para que o Filho cresça novamente em nossas mentes, em nossos corações, em nossos testemunhos e em nossas celebrações.

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